A Apple actualizou recentemente o seu Support (mais precisamente no dia 21/11) com um artigo que recomenda os utilizadores de Macs a utilizar softwares antivírus nas suas máquinas, uma revolução perante a comunicação e a forma como a empresa sempre conduziu o assunto nos últimos anos.
A Apple aconselha o uso de “múltiplos utilitários antivírus, de forma a que os programadores de vírus tenham mais de um aplicativo a enganar, tornando o processo de criação de vírus mais complicado.” Os aplicativos recomendados são o Intego VirusBarrier X5, o Symantec Norton Anti-Virus 11 for Macintosh e o McAfee VirusScan for Mac.
Não sei dizer o porquê da mudança na política sobre o assunto, visto que a própria campanha publicitária da Apple brinca bastante com o facto de Macs não possuírem vírus…
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Edited on DEZ 3, 18:21
Como todas as boas novelas, este post tem uma segunda parte: Apple, Anti-virus e coiso – parte 2


Bonito… tou bem tramada. Para eles mudarem assim a política deles é porque algo de muito errado se passa..
Isto de os Mac’s não possuírem vírus é apenas um tapa olhos, tal como Linux também não ter!
É mentira, eles existem, poucos mas existem. O Windows é de longe o SO mais usado em todo o mundo é natural que os vírus sejam em maior abundância para esse SO.
Acho que há uma tentativa de cegar um pouco os utilizadores dizendo que SO “X” é impenetravel a vírus e aquele não!
Eles andam ai!
Para começar 2 observações:
- O facto de existir ou não existir vírus para linux nada tem a ver com a popularidade. O linux actualmente é bastante popular e continua quase (e leia-se QUASE) sem vírus;
- “Fazer” vírus para linux é fácil. Dificil é conseguir algum efeito a partir desse código;
O grande motivo de não existirem vírus para Linux é a sua própria natureza. Todo o sistema Unix (incluo aqui o Mac OS X e BSD) foi projectado de uma forma muito mais seguro que o Windows, onde muitas funções podem ser acessadas por alguns serviços sem qualquer restrição ou uma requisição de senha (actualmente o Vista tenta corrigir essa questão, e acaba por muitas das vezes tornar-se irritante, mas acaba por ser por uma boa causa).
O Linux tem definições bem simples, e pasmem, SUPER FUNCIONAIS. Ele apenas utiliza o conceito de dono, grupo e “outros”. E é possivel ao utilizador definir para cada arquivo e directório do sitemas permissões diferentes. Por exemplo: O “dono” pode escrever e ler, o “grupo” pode executar, e os “outros” não podem fazer nada.
Os vírus criados para prejudicar os sistemas Unix param aqui. No máximo eles conseguem remover alguns arquivos do utilizador, mas nada do sistema, a não ser claro, executados como root, e mesmo assim acabam por “esbarrar” com alguma permissão especial. E diga-se que estes pseudo-vírus são no fundo scripts maliciosos para aquelas empresas que usam workstations Windows ligadas a um servidor Unix.
E vocês acabam por perguntar porque existem anti-virus para Linux?
No fundo estes anti-vírus foram criados para detectarem vírus no Windows. Pegando no exemplo acima dado, nada iria impedir que o servidor Unix tivesse um vírus do Windows e que ele fosse copiado para as workstations Windows.
No fundo acaba por ser como o Devil diz: “Eles existem, poucos mas existem”. E tendo em conta a quantidade de informação que dispomos actualmente apenas a uma pesquisa de distância, não é novidade que alguêm com dois dedos de testa e sem vida sexual, arranje para ai um vírus que nos faça voltar à idade do Spectrum :p
[...] que parece no seguimento do post que fiz ontem (que naturalmente já se vinha a alastrar por toda a web e mais alguns sitios, é claro), a Apple [...]
Usem Kaspersky Anti-Virus for MAC é simples, rápido eficiente, e usa 1 bocado menos de 1% dos recursos disponiveis.