WRITTEN ON 13.01.2009

Nos últimos meses tenho andado às voltas com trabalhos académicos sobre cyborgs, ficção científica, cientistas malucos, designers insanos e coisas que tais. Não exactamente porque me entusiasme infinitamente com o tema, mas por obrigação de uma cadeira chamada “Writing and Publishing Online and Electronic Media”. Enfim.

A questão é que durante as minhas pesquisas encontrei um caso interessante, que me suscitou muitas dúvidas/questões e que, portanto, pretendo partilhar convosco. Ora, em 2005, uma artista de S. Francisco perdeu um olho num acidente de viação. O que é que Tanya Vlach decidiu fazer? Criar um blog com um apelo a engenheiros e cientistas.

O artigo pode ser encontrado aqui e basicamente pede que lhe criem um olho robótico, que lhe permita gravar tudo o que vê, com mais uma série de especificações. Tanya Vlach confessou ser uma grande fã de ficção científica (quem diria?) – e não desiste de se tornar uma espécie de cyborg.

Vlach começa o seu artigo com uma citação de Donna Haraway “A cyborg is a cybernetic organism, a hybrid of machine and organism, a creature of social reality as well as a creature of fiction.” Ora, Haraway baseia a sua teoria em duas correntes: Feminismo e Marxismo. Já estão a ver a explosão que sai desta combinação.

A questão com a qual vos quero deixar é: será que estamos tão perto assim de produzir cyborgs? Ou isto é ainda um sonho que vai ter de esperar uns bons tempos até começar a tornar-se real?

Digam de vossa justiça. :)

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There is one comment for this post

  1. devil says:

    É uma questão interessante sem dúvida! Mas respondendo a ela, acho que ainda falta um pouco mais até lá chegarmos. Também é verdade que já há enormes progressos nessa área, com robots a mostrarem já algumas características interessantes, apesar de muitos ainda se parecerem com uma maquina de lavar que anda. Mas já vi também projectos em que conseguiram simular as acções de um cão, em que o robot respondia ao tacto e a voz como se um cão tratasse, bastante real até. Acho até que neste momento foi onde chegaram mais longe.
    Mas falta algo, a tecnologia ainda não chegou a esse ponto, e colocar acções humanas, emoções, pensamentos numa caixinha e ela usar essa informação por si … dou 30 anos ate termos algo assim.
    Agora não, nem de perto.

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